Paisagismo regenerativo em área corporativa, em Itapevi (SP).
Paisagismo regenerativo em área corporativa, em Itapevi (SP). Foto: Makaia.
ESG

Áreas verdes corporativas que viram indicador ESG

Taludes, gramados e áreas esquecidas podem virar biodiversidade, conforto térmico e números para o relatório, com paisagismo regenerativo.

por Equipe Makaia · Publicado em 6 de outubro de 2026 · 2 min de leitura

Quase toda empresa tem áreas verdes que só aparecem no orçamento de roçada: taludes, recuos, gramados atrás do galpão, canteiros de estacionamento. São espaços que custam manutenção e devolvem pouco. Com outro olhar, eles podem virar biodiversidade, sombra, conforto para as equipes e, de quebra, indicadores ambientais que entram no relatório ESG.

Do gramado ao ecossistema

O paisagismo regenerativo parte de uma pergunta simples: o que este pedaço de terra pode fazer pelo lugar? Em vez de uma superfície uniforme que precisa de corte constante, o projeto cria camadas de vegetação (forrações, arbustos e árvores), prioriza espécies nativas e cuida do solo vivo, sem químicos.

O resultado é uma área que segura melhor a água da chuva, protege o solo da erosão, reduz o calor e atrai aves, abelhas e borboletas.

Por que espécies nativas

Plantas nativas da região estão adaptadas ao clima e ao solo e fazem parte das redes de alimento da fauna local. A base Flora e Funga do Brasil, coordenada pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro, permite consultar onde cada espécie ocorre naturalmente. Para árvores em ambiente urbano, o Manual técnico de arborização urbana da Prefeitura de São Paulo é uma referência gratuita, com critérios de escolha e plantio.

O que dá para medir

  • Área regenerada: metros quadrados que deixaram de ser gramado ou solo exposto.
  • Diversidade: número de espécies plantadas e quantas são nativas.
  • Sobrevivência: porcentagem das mudas vivas depois de 6 e 12 meses.
  • Água: área permeável criada ou volume de chuva direcionado para jardins de infiltração.
  • Fauna: registros simples de aves, abelhas e borboletas, feitos pela própria equipe.
  • Pessoas: colaboradores envolvidos em plantios e vivências.
Na prática
  • Mapeie as áreas verdes que existem hoje e quanto custam para manter.
  • Escolha uma área visível para o piloto: ela vira vitrine para as próximas.
  • Registre o antes com fotos e medidas, e repita no mesmo ponto a cada seis meses.
  • Planeje a manutenção de transição: nos primeiros meses, a área precisa de mais cuidado.

Paisagem que trabalha

Quando bem planejada, uma área verde regenerativa passa a trabalhar a favor da empresa: melhora o ambiente de trabalho, fortalece a relação com o entorno e gera dados confiáveis para a comunicação de sustentabilidade, que hoje, com a Resolução CVM nº 193 e a prática recomendada ABNT PR 2030, é cada vez mais cobrada com evidências.

Fontes e materiais gratuitos

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